discrição inicial

"O marketing moderno exige mais do que desenvolver um bom produto a um preço atraente e torná-lo acessível. As empresas precisam também de comunicar com as partes interessadas actuais ou potenciais e com o público em geral. Para a maioria das empresas, o problema não é comunicar, mas sim o que dizer, como dizer, a quem dizer e com que frequência. Mas as comunicações tornaram-se cada vez mais difíceis à medida que um número crescente de empresas tem de berrar para atrair a atenção dividida do consumidor." (Philip Kotler, 2005)

28 de novembro de 2010

Competição VS. Valor

De uma maneira geral, quando se fala de valor, em relação às grandes marcas, referimo-nos à taxa dos benefícios em relação ao sacrifício necessário para obter esses benefícios. A criação de valor para o cliente final é a peça chave do Marketing bem sucedido, mas tendo em conta que este aspecto só pode ser determinado pela percepção do cliente, é difícil de quantificar.

Como é do conhecimento geral, existem três grandes companhias de TV por cabo, no nosso País, ZON, Cabovisão e Meo. Cada uma destas marcas necessita de atrair clientes, face à sua concorrência, seleccionando pontos estratégicos (e.g. preço). No entanto, o que se tem verificado de forma gradual, é a existência de “guerrinhas” onde se negligenciam as reais necessidades do cliente, isto é, quem vai comprar o serviço e beneficiar com ele.
Tenhamos em atenção os exemplos:
Segundo o jornal online Correio da Manhã, o anúncio original da Meo (colocando em causa a funcionalidade dos serviços da concorrência), espelha claramente o que se constitui como objectivo deste artigo.
Neste sentido, cada vez mais, o aspecto competitivo das empresas face à concorrência tende a sobrepor-se à cadeia de valor que deveria estar a ser gerada para o cliente, ao invés disso, fomentam-se “guerrinhas” objectivando alguma notoriedade. De facto, o percurso podia ser bem diferente… a diferenciação das grandes marcas podia ser delineada através da capitalização das suas “forças” e não subvalorizando os serviços da concorrência face ao mercado, esquecendo-se, neste meio, quem paga pelos mesmos.
Recentemente, outro caso similar, mas na rede telefónica móvel:

Uma semana mais tarde...
Algumas questões que hoje deixo para reflexão:
- Será que este tipo de publicidade, enquanto clientes de A, B, ou C nos atrai?
- O que faz mais sentido: A continuação destas propostas por parte das grandes marcas ou anúncios irreverentes que apelem à atenção dos espectadores, mostrando realmente os pontos fortes da empresa e o facto de conseguirem criar algo que os diferencie de todos os outros?


21 de novembro de 2010

Do Passado ao Presente...

Na publicidade a marca pretende criar laços com o consumidor. Fazer com que este se reveja na sua ideia e conceito. A fidelização é um ponto importante para qualquer grande marca existente. Num sistema de vendas permite estimar com que clientes podem contar em quantidade de compras.
Hoje quero apresentar, um anúncio que pessoalmente me marcou, e certamente a geração dos anos 90 também.

A Nescafé apresenta assim um anúncio repleto de nostalgia, com a ideia implícita de liberdade total, mas onde quer que se vá, pode-se desfrutar de um quente e aprumado Nescafé.  Uma ideia simples, e um conceito ainda melhor. Mas o que eu quero realmente enfatizar é o próximo anúncio.
Foi no Chile, que os consumidores alvo foram presenteados com um remake de um clássico que marcou certamente muitas pessoas. Neste podemos verificar todo o conceito e ideia do anterior, com uma diferença, os anos passaram, e houve uma evolução não só a nível da tecnologia, mas também a nível familiar, dando especial importância que a Nescafé também pode fazer parte da família. O impacto deste anúncio (sem querer tirar mérito a todos os outros bons e modernos que já existem) foi muito maior, basicamente porque as pessoas reviveram, e relembraram histórias, momentos e até, mesmo a importância da marca nas próprias vidas. A questão que deixo, tendo em conta que cada vez mais a televisão, e a quantidade excessiva de anúncios se tornaram quase banais, e dado o acompanhamento evolutivo dos novos meios, o que fará mais sentido… fazer remakes como este exemplo de anuncios muito bons, de marcas que existem à 20 ou 30, afectando assim grandes partes de gerações que se relembram dos antigos? Ou, simplesmente injectar mais orçamentos anúncios televisivos novos, onde não se consegue ter implícita a história de uma marca, o valor da tradição, dos anos que passaram e onde na sociedade que vivemos é tão mais fácil mudar de canal ou carregar em “fast-foward”?