De uma maneira geral, quando se fala de valor, em relação às grandes marcas, referimo-nos à taxa dos benefícios em relação ao sacrifício necessário para obter esses benefícios. A criação de valor para o cliente final é a peça chave do Marketing bem sucedido, mas tendo em conta que este aspecto só pode ser determinado pela percepção do cliente, é difícil de quantificar.
Como é do conhecimento geral, existem três grandes companhias de TV por cabo, no nosso País, ZON, Cabovisão e Meo. Cada uma destas marcas necessita de atrair clientes, face à sua concorrência, seleccionando pontos estratégicos (e.g. preço). No entanto, o que se tem verificado de forma gradual, é a existência de “guerrinhas” onde se negligenciam as reais necessidades do cliente, isto é, quem vai comprar o serviço e beneficiar com ele.
Tenhamos em atenção os exemplos:Segundo o jornal online Correio da Manhã, o anúncio original da Meo (colocando em causa a funcionalidade dos serviços da concorrência), espelha claramente o que se constitui como objectivo deste artigo.
Neste sentido, cada vez mais, o aspecto competitivo das empresas face à concorrência tende a sobrepor-se à cadeia de valor que deveria estar a ser gerada para o cliente, ao invés disso, fomentam-se “guerrinhas” objectivando alguma notoriedade. De facto, o percurso podia ser bem diferente… a diferenciação das grandes marcas podia ser delineada através da capitalização das suas “forças” e não subvalorizando os serviços da concorrência face ao mercado, esquecendo-se, neste meio, quem paga pelos mesmos.
Recentemente, outro caso similar, mas na rede telefónica móvel:
Uma semana mais tarde...
Algumas questões que hoje deixo para reflexão:
- Será que este tipo de publicidade, enquanto clientes de A, B, ou C nos atrai?
- O que faz mais sentido: A continuação destas propostas por parte das grandes marcas ou anúncios irreverentes que apelem à atenção dos espectadores, mostrando realmente os pontos fortes da empresa e o facto de conseguirem criar algo que os diferencie de todos os outros?