Na publicidade a marca pretende criar laços com o consumidor. Fazer com que este se reveja na sua ideia e conceito. A fidelização é um ponto importante para qualquer grande marca existente. Num sistema de vendas permite estimar com que clientes podem contar em quantidade de compras.
Hoje quero apresentar, um anúncio que pessoalmente me marcou, e certamente a geração dos anos 90 também.
A Nescafé apresenta assim um anúncio repleto de nostalgia, com a ideia implícita de liberdade total, mas onde quer que se vá, pode-se desfrutar de um quente e aprumado Nescafé. Uma ideia simples, e um conceito ainda melhor. Mas o que eu quero realmente enfatizar é o próximo anúncio.
Foi no Chile, que os consumidores alvo foram presenteados com um remake de um clássico que marcou certamente muitas pessoas. Neste podemos verificar todo o conceito e ideia do anterior, com uma diferença, os anos passaram, e houve uma evolução não só a nível da tecnologia, mas também a nível familiar, dando especial importância que a Nescafé também pode fazer parte da família. O impacto deste anúncio (sem querer tirar mérito a todos os outros bons e modernos que já existem) foi muito maior, basicamente porque as pessoas reviveram, e relembraram histórias, momentos e até, mesmo a importância da marca nas próprias vidas. A questão que deixo, tendo em conta que cada vez mais a televisão, e a quantidade excessiva de anúncios se tornaram quase banais, e dado o acompanhamento evolutivo dos novos meios, o que fará mais sentido… fazer remakes como este exemplo de anuncios muito bons, de marcas que existem à 20 ou 30, afectando assim grandes partes de gerações que se relembram dos antigos? Ou, simplesmente injectar mais orçamentos anúncios televisivos novos, onde não se consegue ter implícita a história de uma marca, o valor da tradição, dos anos que passaram e onde na sociedade que vivemos é tão mais fácil mudar de canal ou carregar em “fast-foward”?