discrição inicial

"O marketing moderno exige mais do que desenvolver um bom produto a um preço atraente e torná-lo acessível. As empresas precisam também de comunicar com as partes interessadas actuais ou potenciais e com o público em geral. Para a maioria das empresas, o problema não é comunicar, mas sim o que dizer, como dizer, a quem dizer e com que frequência. Mas as comunicações tornaram-se cada vez mais difíceis à medida que um número crescente de empresas tem de berrar para atrair a atenção dividida do consumidor." (Philip Kotler, 2005)

6 de dezembro de 2010

Publicidade "Shock"

Existem anúncios publicitários que se conseguem diferenciar dos anúncios convencionais.
Alguns pela positiva, outros que agridem psicologicamente a interpretação do espectador.
A publicidade shock define-se pelos aspectos geralmente negativos, durante a sua reprodução e em alguns casos apelam ao medo ou até mesmo a uma experiência traumática ao assistir a determinado anúncio dessa categoria. A maior parte destes anúncios, estão associados a causas, ou a instituições defensoras de iniciativas contra a sida, direitos humanos, etc.
Tenhamos em atenção os exemplos:
Este é um dos anúncios da categoria de publicidade shock, cuja mensagem está ligeiramente explícita desde inicio, no entanto é no final deste que se desvenda a verdadeira causa e intenção do anúncio. Este cativa o espectador, transmitindo uma imagem com conotação negativa, de violência, associada à brutalidade praticada nas touradas, defendendo-a em nome da tradição.

Mais um anúncio da mesma categoria. Neste caso, aborda um assunto preocupante da nossa sociedade e da nossa responsabilidade, que necessita de divulgação, divulgação esta que não se consegue transmitir através de publicidade convencional.
Num último exemplo:

Neste caso, não sendo um anúncio televisivo mas sim um outdoor, tem o mesmo efeito dos anúncios anteriores. Com um fundo negro e letras vermelhas, através de aspectos psicológicos na recepção da mensagem nesta publicidade, remete ao pensamento de sangue e mortos na estrada, esta publicidade embora não seja 100% eficaz, ficou provado através de estudos psicológicos que um condutor ao abordar este elemento, abranda momentaneamente o seu veículo, porque existe uma ligação entre a mensagem e o acto instantâneo de condução.
Algumas questões que deixo hoje para reflexão:
- Em relação aos dois primeiros anúncios, deverão estes ser transmitidos a qualquer hora?
- Será este método mais eficaz que a publicidade convencional?
- No exemplo do outdoor, deveria existir mais repetição deste género de elemento nas redes rodoviárias mais propícias a acidentes?
- Deveria ser utilizada mais publicidade associada a esta categoria shock, dirigida a outros segmentos e outros produtos ou causas?


Outro caso similar: